é só mais letras.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

EU SINTO MUITO


Mãe, os remédios não somem por acaso. As luzes não se apagam por falta de energia. E há um motivo obvio por ter tantos apontadores, em casa, sem lamina. As coisas nunca são como esperamos. Acidentes não acontecem comigo. Cada passo é pensado. E se estou caminhando pro fim, bem... Mãe, eu planejei assim. Eu não aguento toda essa chuva, eu não sei procurar abrigo, eu não sei abrir o guarda-chuva, eu não sei correr. Novembro é demais pra mim. E é novembro o ano todo. Chove toda tarde. Todos os dias.
Eu queria poder voltar ao inicio.
Eu queria te dizer tudo isso.
Eu queria me sentir culpada, mas eu culpo vocês.

Alinne F.

4 comentários:

  1. E, quando sufoca, é pra valer.
    Rs, imaginei todo um filme em suas palavras...
    Talvez este seja o maior defeito dos poetas: sentir.

    Fique bem garota.
    Paz e bem.
    Abraços.

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  2. Espero que não seja despedida.

    Como você está, Alinne?

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    Respostas
    1. bem, eu acho. As vezes... tô indo. Tem gente me ajudando, não tem como ser despedida. Obrigada por se importar. Grande beijo!

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  3. Eu não tenho palavras pra dizer o quanto me vi nisso e o quanto me tocou.. É..
    Além disso,vim também para avisar que você foi tagueada lá no meu blog.. (http://eumahoratransborda.blogspot.com.br)

    Espero que o sufoco tê de uma folga.

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Se for para falar: '-Legal aqui, estou seguindo!'
Vai por mim, não precisa.

Obrigada a quem acompanha