é só mais letras.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sutil Caminhada




Dor que não para, não a deixa. Escuridão que a persegue, que anda tão colada contigo garota, que ate parece que a traz na bagagem em tuas costas. Pés despidos de proteção, assim como o peito, caminha entre tantas pedras e cacos, mas tem o rosto indolente, sem nenhuma expressão de dor ou solidão, mas os teus olhos a entregam, pobre de ti, anda por ai como se o escudo que arquitetou em sua volta a protegesse, mas olha só, os teus olhos dizem tanto, pena que há pessoas que não sabe Le-los. Não sabem como ver tanto mistério e beleza. Essas duas janelinhas -que dá pra uma vista linda dentro de tua alma- imploram impiedosamente por uma companhia que não existe mais. Que já se foi a um tempão.

Tu andas procurando por calor. Por vida dentro de si mesma. Busca por pessoas e já deixou de perseguir promessas. Anda por ai, dizendo a todos que não acredita mais nesse tal amor, que desiste e que nasceu pra ficar sozinha, mas me conte que no fundo desse órgão petrificado por decepções, que ainda há um pouco de esperança em ti, Confesse que tu queres acreditar desesperadamente em novos planos e novos sonhos.

Anda, anda mais um pouco. Essa caminhada tem tirado seu fôlego eu sei que tem. As pontes altas que você pensou em se jogar, e imaginar que voaria por alguns segundos, já estão distantes demais. Então segue em frente, mesmo que pra isso tu tenhas que provocar dor em teu corpo, mesmo que pra isso tenha que abrir mão de pessoas e de sentimentos grandes demais. (Alinne Ferreira)

Sei que estas esperando que alguém
 leia os pedidos de socorro em teus olhos,
 e eles são tão claros.
Fazem quantos outonos que andas caminhando só?
A quanto tempo a solidão e a dor te acompanha?

sábado, 17 de setembro de 2011

Um quase recomeço

Todo aquele pesadelo tardava a passar. Gritava entre quatro paredes, e não era ouvida. Pesadelos atormentavam minhas noites mal dormidas, e implorava ajuda à Deus. Adoraria olhar a ti, meu bem, e dizer: “És passado, já foi”, mas sou impedida de dize-lo isto, pois não digo nada além da pura verdade a ti. Tudo isto continua acontecendo, mas conto às pessoas que não. Prometo-as coisas que sei que serão impossíveis cumprir, mas não tenho remorso. Promessas nunca foram realmente prometidas para mim, apenas serviram de consolo. Olha ti, para onde jogou aquelas promessas de “ficarei para sempre aqui”? Ainda as desejo, mas você usa elas em outra garota iludida agora. Não cansa, não corrói, não machuca em ti do mesmo modo que machuca em mim? Finjo às pessoas que estes cortes foram sem querer e sem propósito, mas tu sabes que não são. Quase re-vivi, quase re-amei, quase re-contei minha história de vida, mas tudo não passa do “quase”. Investigo a felicidade existente em meu peito, mas à cada dia mais acho que ela estás evaporando e deixando-me. Por favor, meu amor, me tira deste pesadelo sem fim?
By: Sussuros de uma paixão | Tumblr

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Tão perdida, procurando inutilmente a saída dessa solidão deplorável.


Quisera eu ser teu remédio querido. Quisera eu que tu cumprisses tuas promessas e que me levasse daqui. Sabe eu ainda tento fugir dessa realidade. Tenho minhas malas prontas, a tua espera. Mas tu desististe de fugir comigo né. AA guri, tu me faz falta, teu sorriso me faz falta e ate suas mentiras andam me fazendo falta. Mas não vou te procurar, teus olhares me dizem que tu esta bem sem mim, e eu acredito nisso. Mas da próxima vez que sumir assim do nada, me deixa ao menos um bilhete de despedida, pois sentir tua ausência tão repentinamente doeria menos. (Alinne Ferreira)

sábado, 10 de setembro de 2011

Vazia



















e só.

sábado, 3 de setembro de 2011

Solidão é como uma melodia triste que se estende pela sala, cobrindo os móveis com aquela mortal saudade dos dias coloridos, das risadas que se calaram. Solidão é como um poema de despedida, um lenço caído ao chão de uma donzela apaixonada. É como poeira correndo louca pelo chão batido, que sustenta tantos pés pesados, que levam consigo corações partidos, inquietos, descompromissados e até mesmo vazios. Solidão é coisa para corajoso, viver solidão é como recitar calado um soneto sem métrica. Aos fracos deixo apenas aquela palavra incompleta, que se faz presente em pensamentos, pois correm atrás de qualquer resquício de calmaria, companheirismo, atolam-se de pessoas que não se encaixam, nem se completam. Gosto da solidão quando dividida com uma única pessoa, com a mulher dona do meu mundo, das minhas carícias, dos meus abraços, a única senhora que vejo em meus olhos, solidão a dois é mais gostosa, verdadeira, mas mesmo assim não deixa de ser solidão. Quem não se sente só, não sente.


por:  indomavel